Trajetória
Marilene Alves de Souza, Leninha, é mineira dos Gerais, nasceu em Montes Claros, Norte
de Minas, cidade onde iniciou sua vida profissional e política. Bióloga por formação, mestre
em Desenvolvimento Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes),
onde aprofundou os estudos das redes, fluxos e circuitos de comercialização da agricultura
camponesa.
Leninha foi eleita em 2018 para seu primeiro mandato como deputada estadual com 51.407
votos, sendo a majoritária em sua cidade natal. Sua trajetória sempre esteve centrada na
luta nos movimentos sociais, nos movimentos eclesiais de base e na defesa da educação.
Professora, trabalhou em diversas escolas públicas do Norte de Minas e também foi diretora
estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação e presidente da Central Única
dos Trabalhadores, a CUT/Norte de Minas.
Mas foi nas organizações da sociedade civil que Leninha trabalhou, buscando a justiça
social e o bem viver.
Na Articulação do Semiárido Mineiro coordenou o projeto que construiu
mais de 100 mil cisternas de captação de água da chuva em Minas Gerais, programa
nacionalmente reconhecido por implantar um milhão de cisternas no semiárido brasileiro.
Em organizações como o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas e a Cáritas
Brasileira, atuou em diversos programas de proteção social e de garantia da soberania e
segurança alimentar de trabalhadoras e trabalhadores rurais. Leninha também é
reconhecida pela defesa intransigente dos povos e comunidades tradicionais, mulheres e
juventudes.
Em seu primeiro mandato apresentou mais de 100 Projetos de Lei e dentre eles, sete se
tornaram leis já sancionadas, como é o caso da Lei da Dignidade Menstrual, a Lei de
Turismo de Base Comunitária, a Lei que permite a compra de sementes crioulas produzidas
pela agricultura familiar, tradicional no sistema de compras do estado, a Lei que garante aos
estudantes do ensino superior público acesso aos equipamentos para aulas online e acesso
à internet, por exemplo.
Leninha esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, integrou a
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e foi a primeira líder da Bancada Feminina na
Assembleia. Leninha é também a primeira mulher negra e periférica eleita para uma vaga
na Assembleia pelo Partido dos Trabalhadores, partido do qual é vice-presidente estadual.
Reconhecida por suas bandeiras políticas e ideológicas, Leninha foi reeleita, em 2022, para
um segundo mandato com 65.864 votos. Seu compromisso é seguir em luta por aqueles e
aquelas que mais precisam da presença forte e comprometida do estado de Minas Gerais.
Leninha defende um novo modelo de desenvolvimento, socialmente justo e sustentável. É
dela também o pioneirismo de ser a primeira mulher negra vice-presidente da Assembleia
Legislativa de Minas Gerais.
Atualmente também está presidenta estadual do Partido dos
Trabalhadores de Minas Gerais. Mais do que um lugar de honra, estar na vice-presidência
significa trazer milhares de meninas, jovens e mulheres pretas que ousaram romper a
sentença que a sociedade impõe. Significa resistir e persistir no desejo de uma sociedade
mais justa, mais solidária para todos e todas.
Bióloga, professora das redes estaduais e municipal e Mestre em Desenvolvimento Social
Coordenadora do Centro de Agricultura do Norte de Minas - CAA
Diretora da Cáritas Brasileira e da Articulação Semiárido Brasileiro - ASA-MG, onde coordenou o Programa 1 milhão de Cisternas
Primeira mulher negra a se tornar deputada estadual pelo PT/MG
Presidenta da Comissão de Direitos Humanos da ALMG
Reeleita, Leninha se torna a primeira mulher a assumir a vice-presidenta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Presidenta do PT de Minas Gerais